quinta-feira, 23 de setembro de 2004

Exercendo a incompetência

Sempre achei que um dos grandes erros da Natureza – ou do Todo–Poderoso, sabe-se lá! – é não ter feito a incompetência doer. Já imaginou o gentil leitor se a incompetência doesse, por exemplo, nas autoridades do trânsito? Elas têm uma enorme aptidão para vigiar, fiscalizar, multar, aterrorizar o cidadão, mas nenhuma para fazer o que lhes compete de fato. Um exemplo: por que existem computadores, câmeras-robôs, radares, sonares, lombadas eletrônicas, “fotosensores” e outros badulaques eletro-eletrônicos para achacar o motorista, se as autoridades não são capazes de implantar nas ruas de Campo Grande algo tão prosaico quanto semáforos sincronizados, ou onda verde?

Seria tão mais prático e econômico para todos se os sinais luminosos, que os paulistas chamam de “farol” fossem sincronizados. As pessoas, principalmente os motoristas se irritariam menos, o tráfego nas ruas e avenidas fluiria mais rápido, haveria sensível economia de combustível (e, em conseqüência, o combustível sairia mais barato e o país não teria de gastar preciosos dólares para importa-lo) y otras cositas más.

Mas os semáforos continuam os mesmos. Só há uma resposta: você, gentil leitor, já observou com que cuidado, com que refinamento, com que acabamento sofisticado – e a que custo, claro! – com que, em Campo Grande, a autoridade (do trânsito e de outras áreas) exerce a sua burrice e incompetência?

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