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Produtores de carne de Mato Grosso do Sul (diz que no MS está o maior rebanho de gado de corte do país) que se cuidem. A ong People for the Ethical Treatment of Animals (Gente pelo Tratamento Ético dos Animais ou PeTA na sigla em inglês) está oferecendo 1 milhão de dólares a quem criar, em laboratório, carne com gosto e textura de carne natural até junho de 2012. A PeTA é a maior entidade internacional de luta pelos direitos dos animais. Seus 800 mil membros, argumentam que animais não foram feitos para servir de comida, vestuário, cobaia, tração, montaria ou distração. O prêmio, com sabor de desespero, pretende reduzir o sofrimento dos bichos e minimizar os efeitos ambientais devastadores da cadeia produtiva da carne.
Segundo o ambientalista mineiro Paulo Bastos, "por sofrimento dos animais entende-se o esfolar raposas, ainda vivas, para a produção de casacos; enterrar gansos, deixando o pescoço de fora, despejando milho sem parar, através de um funil, até provocar engorduramento do fígado, para se fabricar o patê mais caro do planeta; seccionar as patas de cavalos e deixá-los esvair-se em sangue com o fim de obter-se carne mais enxuta; dilacerar o bico das aves de granja e espremê-las em espaço menor que uma folha A4, matando-as em um tempo 15 vezes menor do que se vivessem livremente; os pintinhos triturados vivos para virarem caldo de galinha, contendo fezes, penas, ossos e cartilagens; privar bezerros de esticar as pernas, após separá-los das mães (que hoje produzem 50 litros de leite cheio de pus e pesticida, à base de hormônios, antibióticos e anabolizantes, sofrendo ordenha mecânica, mastite, prolapso), de sua alimentação natural, de sua liberdade, para abatê-los com meses de vida, vendendo-os como vitela; dependurar em ganchos e dar choques elétricos em cães, carneiros, bois, cavalos, pois a adrenalina torna a carne mais saborosa; porcos, bois e galinhas fatiados ainda vivos, já que a produção industrial é tão intensa que não dá tempo de matá-los. Arrancar chifres dos animais com maçarico é algo corriqueiro, castrá-los sem anestesia, jogá-los na água quente, tirar-lhes as peles ainda vivos"... Tem mais: todos os animais são mortos ainda bem jovens —a maioria bebês.
Bastos continua: "por efeitos ambientais devastadores entende-se a produção de carne em escala, solapando os recursos naturais. Produzir 450 gramas de bife de gado confinado gasta 2,26 Kg de grãos, 24.450 litros d´água, energia de 3,8 litros de gasolina e 16 Kg de solo erodido. Os recursos fósseis são para o transporte, tratores, fertilizantes químicos e pesticidas: os animais já são quase subprodutos do petróleo. No Brasil há mais 230 milhões de cabeças de gado, contra uma população de 180 milhões. Toda essa produção de animais no mundo destina-se a apenas 15% da população mundial, pois o restante não tem acesso a ela, mas recebe em troca toda a destruição do planeta".
Contrariamente à produção de carne, produzir vegetais para consumo humano é, em geral, cinco vezes mais eficiente em termos energéticos do que criar gado no pasto; vinte vezes mais eficiente que criar galinhas e mais de cinquenta vezes mais eficiente que criar gado confinado. Se hoje ainda tem sentido fazer o contrário é porque a carne vale mais que o petróleo. Porém, a longo prazo, produzir carne com recursos fósseis não faz o mínimo sentido.
A utilização excessiva da terra para criação de gado resulta na perda de sua camada fértil. Por todo o globo, a terra, que é a base da produção de alimentos, está sendo rapidamente erodida. Os fazendeiros optam por métodos de produção de baixo custo que deixam o solo exposto e submetem terras fracas à produção intensiva levando-as à ruína. A principal causa mortis das grandes civilizações foi o esgotamento do solo. Atualmente, 1/3 do planeta está em processo de desertificação.
Para buscar essa carne aritificial, foi criado o The In Vitro Meat Consortium (Consórcio da Carne In Vitro) na Universidade das Ciências da Vida da Noruega em 2007como um laboratório para desenvolver pesquisas nessa área. A Tivmc é uma aliança internacional de cientistas ambientalistas preocupados e empenhados em buscar e estabelecer um processo industrial em larga escala de produção de tecido muscular (isto é, carne) artificial para consumo humano.
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
_Abanando o rabo
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Se vingar proposta do senador Valter Pereira (PMDB-MS), os donos de cães vão passar a ser responsabilizados criminal e civilmente por seus animais que atacarem pessoas.
O senador lamentou a morte de uma menina de dez anos, em Brasília, atacada por um rotweiller que pertencia à sua própria família. O projeto do senador Pereira tipifica como crime a circulação, sem focinheira ou coleira, dos cães das raças rotweiller, fila, pastor alemão, mastim, doberman, pitbull, schnauzer gigante, akita, boxer, bullmastiff, cane corso, dogue argentino, dogue de Bordeaux, grande Pirineus, komador e mastiff. Também proíbe que sejam reproduzidos no país cães pitbull. Os donos de cães que atacarem pessoas poderão ser condenados a prisão, além de serem obrigados a pagar indenizações às vítimas. Quer dizer: se o seu cão morder um ser humano, você está arriscado a ir em cana. A não ser que você seja rico e/ou poderoso, porque aí você pode até impor o abanar do rabo da autoridade.
Se vingar proposta do senador Valter Pereira (PMDB-MS), os donos de cães vão passar a ser responsabilizados criminal e civilmente por seus animais que atacarem pessoas.

O senador lamentou a morte de uma menina de dez anos, em Brasília, atacada por um rotweiller que pertencia à sua própria família. O projeto do senador Pereira tipifica como crime a circulação, sem focinheira ou coleira, dos cães das raças rotweiller, fila, pastor alemão, mastim, doberman, pitbull, schnauzer gigante, akita, boxer, bullmastiff, cane corso, dogue argentino, dogue de Bordeaux, grande Pirineus, komador e mastiff. Também proíbe que sejam reproduzidos no país cães pitbull. Os donos de cães que atacarem pessoas poderão ser condenados a prisão, além de serem obrigados a pagar indenizações às vítimas. Quer dizer: se o seu cão morder um ser humano, você está arriscado a ir em cana. A não ser que você seja rico e/ou poderoso, porque aí você pode até impor o abanar do rabo da autoridade.
_Ah bom!
"O ministro (Paulo Bernardo, do Planejamento) me disse que, mesmo com toda a crise, o Brasil vai crescer este ano, em índices modestos, é verdade, mas que representam um resultado muito bom diante do quadro recessivo que domina a maior parte da economia mundial". Do senador Delcídio Amaral (PT-MS), excessivamente otimista com possibilidade do Brasil passar ao largo da crise econômica mundial (1º/jul./2009).
Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
_Em quinta
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As companheiras do homem, mesmo que mostrem respeito por seus méritos ou autoridade, sempre o vêem secretamente como um asno, e com uma sensação próxima da piedade ou compaixão. O que ele diz ou faz, por mais brilhante ou inteligente que seja, raramente as engana. Elas vêem o homem com ele é por dentro e o consideram oco, incompetente e patético.
É o caso, por exemplo, das mulheres no trânsito. O homem sempre a colocou como um ser incompatível com veículos automotores, inadequado para ruas, estradas, avenidas. Mas sempre que são colocados à prova, lado-a-lado, no trânsito, a mulher acaba saindo-se melhor que o homem. Hoje em dia, por exemplo, as empresas de seguro cobram menos das mulheres do que dos homens quando se trata de segurar veículos em casos de acidente.
Agora, outra prova: sempre que alguém se dá ao trabalho de fazer pesquisas nesse sentido, os estudos mostram que o sexo masculino é campeão das infrações de trânsito. Já as mulheres se destacam quanto à prevenção. Mas os homens vivem criticando as mulheres que dirigem carros ou motos.
O perfil do condutor mais sujeito a se envolver em algum tipo de acidente é homem, com média de 30 anos, cerca de 10 anos de habilitação e situação financeira nas classes A ou B. Isto é decorrência da má preparação do motorista em nosso país, que utiliza o volante como status social. Os especialistas no assunto consideram que o condutor brasileiro, de maneira geral, tem dificuldade de perceber que o comportamento coletivo (segurança, fluxo de tráfego) é mais importante dos que as necessidades individuais (facilidades de acesso, horários de compromissos).
É bom lembrar também que boa parte do que acontece de errado no trânsito não é por culpa de motoristas, motoqueiros e pedestres, mas das autoridades responsáveis pelo ordenamento, planejamento, legislação e fiscalização da circulação de veículos e pessoas. E que a maioria —a grande maioria— dessas autoridades são homens.
Pode notar que a maioria das estatísticas comparativas entre homens e mulheres acabam demonstrando que os traços e as qualidades essenciais do homem, suas características ainda não poluídas, são as mesmas do homem das cavernas —este se limitava a músculos e a um cérebro de purê-de-batata. Sem uma mulher para conduzi-lo e pensar por ele, seria um espetáculo mais do que lamentável: um bebê hirsuto, uma anta travestida de rinoceronte, uma frágil e absurda caricatura de Deus.
As companheiras do homem, mesmo que mostrem respeito por seus méritos ou autoridade, sempre o vêem secretamente como um asno, e com uma sensação próxima da piedade ou compaixão. O que ele diz ou faz, por mais brilhante ou inteligente que seja, raramente as engana. Elas vêem o homem com ele é por dentro e o consideram oco, incompetente e patético.
É o caso, por exemplo, das mulheres no trânsito. O homem sempre a colocou como um ser incompatível com veículos automotores, inadequado para ruas, estradas, avenidas. Mas sempre que são colocados à prova, lado-a-lado, no trânsito, a mulher acaba saindo-se melhor que o homem. Hoje em dia, por exemplo, as empresas de seguro cobram menos das mulheres do que dos homens quando se trata de segurar veículos em casos de acidente.Agora, outra prova: sempre que alguém se dá ao trabalho de fazer pesquisas nesse sentido, os estudos mostram que o sexo masculino é campeão das infrações de trânsito. Já as mulheres se destacam quanto à prevenção. Mas os homens vivem criticando as mulheres que dirigem carros ou motos.
O perfil do condutor mais sujeito a se envolver em algum tipo de acidente é homem, com média de 30 anos, cerca de 10 anos de habilitação e situação financeira nas classes A ou B. Isto é decorrência da má preparação do motorista em nosso país, que utiliza o volante como status social. Os especialistas no assunto consideram que o condutor brasileiro, de maneira geral, tem dificuldade de perceber que o comportamento coletivo (segurança, fluxo de tráfego) é mais importante dos que as necessidades individuais (facilidades de acesso, horários de compromissos).
É bom lembrar também que boa parte do que acontece de errado no trânsito não é por culpa de motoristas, motoqueiros e pedestres, mas das autoridades responsáveis pelo ordenamento, planejamento, legislação e fiscalização da circulação de veículos e pessoas. E que a maioria —a grande maioria— dessas autoridades são homens.
Pode notar que a maioria das estatísticas comparativas entre homens e mulheres acabam demonstrando que os traços e as qualidades essenciais do homem, suas características ainda não poluídas, são as mesmas do homem das cavernas —este se limitava a músculos e a um cérebro de purê-de-batata. Sem uma mulher para conduzi-lo e pensar por ele, seria um espetáculo mais do que lamentável: um bebê hirsuto, uma anta travestida de rinoceronte, uma frágil e absurda caricatura de Deus.
_Orelhas moucas
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Em recente editorial, o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que "O Brasil continua sendo o país onde mais se processam jornalistas no mundo inteiro". Dados recentes do site Consultor Jurídico, em 2007 os cinco maiores grupos de comunicação do Brasil empregavam 3.327 jornalistas, os quais respondiam a 3.133 ações judiciais por danos morais e materiais. Os grandes prejudicados, segundo o jornal paulista, são os pequenos jornais regionais do país, além dos grandes.
Parte substancial das ações contra esses periódicos, que circulam no interior dos grandes Estados e nas capitais dos estados menores, tem fim intimidativo, pois são "impetradas por políticos e autoridades que usam os tribunais para tentar cercear a liberdade de expressão dos jornais que circulam em suas bases eleitorais".
Em Campo Grande, não faz muito tempo, o jornal Correio do Estado foi instado pela Justiça a não mais mencionar o nome do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, em material que contivesse denuncias.
Para O Estado, a Justiça precisa ser cuidadosa ao julgar ações impetradas com evidentes fins de amedrontar contra pequenos veículos de comunicação, notadamente quando aplicam penas que podem levar ao seu fechamento, pois sua existência "é essencial para o exercício do direito dos cidadãos à informação”.
Interessante notar que os mais atingidos, isto é, os jornalistas, pouco protestam contra a situação —fazem orelhas moucas. Entretanto, quando os profissionais da mídia tiveram cassada a exigência do diploma para o exercício da atividade, a grita foi ampla, geral e irrestrita. No caso do grande número excessivo de processos contra jornais e jornalista o problema é pior, pois atinge principalmente a liberdade de vigiar e cobrar políticos e autoridades.
Em recente editorial, o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que "O Brasil continua sendo o país onde mais se processam jornalistas no mundo inteiro". Dados recentes do site Consultor Jurídico, em 2007 os cinco maiores grupos de comunicação do Brasil empregavam 3.327 jornalistas, os quais respondiam a 3.133 ações judiciais por danos morais e materiais. Os grandes prejudicados, segundo o jornal paulista, são os pequenos jornais regionais do país, além dos grandes.
Parte substancial das ações contra esses periódicos, que circulam no interior dos grandes Estados e nas capitais dos estados menores, tem fim intimidativo, pois são "impetradas por políticos e autoridades que usam os tribunais para tentar cercear a liberdade de expressão dos jornais que circulam em suas bases eleitorais".

Em Campo Grande, não faz muito tempo, o jornal Correio do Estado foi instado pela Justiça a não mais mencionar o nome do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, em material que contivesse denuncias.
Para O Estado, a Justiça precisa ser cuidadosa ao julgar ações impetradas com evidentes fins de amedrontar contra pequenos veículos de comunicação, notadamente quando aplicam penas que podem levar ao seu fechamento, pois sua existência "é essencial para o exercício do direito dos cidadãos à informação”.
Interessante notar que os mais atingidos, isto é, os jornalistas, pouco protestam contra a situação —fazem orelhas moucas. Entretanto, quando os profissionais da mídia tiveram cassada a exigência do diploma para o exercício da atividade, a grita foi ampla, geral e irrestrita. No caso do grande número excessivo de processos contra jornais e jornalista o problema é pior, pois atinge principalmente a liberdade de vigiar e cobrar políticos e autoridades.
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Terça-feira, 30 de Junho de 2009
_Carga pesada
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O sistema tributário do Brasil é mais perverso com os pobres do que com os ricos. O Estado brasileiro , em todos os seus níveis, cobra mais dos contribuintes que têm níveis mais baixos de renda, afirma relatório divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) agora há pouco —14 horas desta terça-feira, 30/jun.
A análise, divulgada através de Comunicado (nº 22), foi apresentada pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, foi transmitida ao vivo (online) pelo portal do Ipea. A base do balanço teve como base o Sistema de Contas Nacionais do IBGE, que estima que famílias com renda de até dois salários mínimos tenham destinado em 2008 até 54% da renda ao pagamento de impostos; famílias com renda acima de 30 salários mínimos, cerca de 29%.
Para o ano de 2008, a estimativa do Ipea para a Carga Tributária Bruta (que considera todos os tributos compulsórios pagos no Brasil) foi de 36,2% do PIB. De acordo com o relatório, enquanto 132 dias (mais de cinco meses) de trabalho do cidadão brasileiro foram destinados a pagar tributos, há desigualdade na proporção da carga para os diferentes níveis de renda. Dos cidadãos mais pobres, segundo o Ipea, foi exigido um esforço equivalente a 197 dias, enquanto que os cidadãos mais ricos dedicariam 106 dias – três meses a menos.
O levantamento estima ainda que, em 2006, a carga tributária bruta brasileira representou 13,6% da renda dos proprietários (empregadores e trabalhadores por conta própria) e, dos não proprietários (empregados), de 24,4%. A fatia da renda dos empregados absorvida pelos impostos foi destinada exclusivamente ao pagamento de contribuições previdenciárias (inclui FGTS) e o Imposto de Renda (IR) retido na fonte, cuja arrecadação nacional somou R$ 236,9 bilhões em 2006.
Já os impostos cobrados dos proprietários, cuja arrecadação somou R$ 141,1 bilhões no mesmo ano, foram os seguintes: o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (R$ 52 bilhões), a Contribuição sobre Lucro Líquido da Pessoa Jurídica (R$ 26,7 bilhões), o Imposto de Renda retido na fonte, inclusive o incidente sobre os rendimentos do trabalho (R$ 32,6 bilhões), o Imposto Predial Territorial Urbano (R$ 13,3 bilhões), o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotivos (R$ 12,3 bilhões), o Imposto sobre Transmissões Intervivos e Causa-Mortis (R$ 3,85 bilhões) e o Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural (R$ 0,3 bilhão).
Destino dos impostos

Segundo estimativa do Ipea, cerca de 16 dias do cidadão brasileiro foram destinados a impostos que pagaram aposentadorias e pensões a idosos da área urbana em 2008, e pouco mais de cinco dias para financiar os mesmos benefícios aos idosos da área rural.
Para financiar os chamados benefícios temporários do RGPS, que
protegem trabalhadores em idade ativa, mas que precisam se ausentar do mercado de trabalho —por maternidade ou doença, por exemplo— foi necessária, no ano passado, a contribuição equivalente a 2,2 dias de cada cidadão brasileiro, segundo o Ipea. Outros 7,7 dias são necessários para pagar as aposentadorias e pensões dos servidores públicos federais, bem como alguns benefícios específicos como assistência médica, auxílios refeição, transporte e creche, dentre outros.
A pergunta é: quem paga e como se gasta no Brasil? Estudo mostra, em resumo, que os mais pobres têm de trabalhar quase duas vezes mais que os ricos pela arrecadação tributária atual. O Comunicado 22 mostra ainda, por áreas, os principais programas e ações, as despesas (em bilhões correntes em 2008), os beneficiários/resultados em 2008, quanto representam do PIB e os dias de contribuição necessários para cada um dos programas e ações do governo federal.
Finalizando. Mas para o presidente Lula da Silva "dar dinheiro aos pobres é mais eficaz que reduzir impostos".
Leia lá embaixo na íntegra o Comunicado 22 do IPEA.
O sistema tributário do Brasil é mais perverso com os pobres do que com os ricos. O Estado brasileiro , em todos os seus níveis, cobra mais dos contribuintes que têm níveis mais baixos de renda, afirma relatório divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) agora há pouco —14 horas desta terça-feira, 30/jun.
A análise, divulgada através de Comunicado (nº 22), foi apresentada pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, foi transmitida ao vivo (online) pelo portal do Ipea. A base do balanço teve como base o Sistema de Contas Nacionais do IBGE, que estima que famílias com renda de até dois salários mínimos tenham destinado em 2008 até 54% da renda ao pagamento de impostos; famílias com renda acima de 30 salários mínimos, cerca de 29%.
Para o ano de 2008, a estimativa do Ipea para a Carga Tributária Bruta (que considera todos os tributos compulsórios pagos no Brasil) foi de 36,2% do PIB. De acordo com o relatório, enquanto 132 dias (mais de cinco meses) de trabalho do cidadão brasileiro foram destinados a pagar tributos, há desigualdade na proporção da carga para os diferentes níveis de renda. Dos cidadãos mais pobres, segundo o Ipea, foi exigido um esforço equivalente a 197 dias, enquanto que os cidadãos mais ricos dedicariam 106 dias – três meses a menos.
O levantamento estima ainda que, em 2006, a carga tributária bruta brasileira representou 13,6% da renda dos proprietários (empregadores e trabalhadores por conta própria) e, dos não proprietários (empregados), de 24,4%. A fatia da renda dos empregados absorvida pelos impostos foi destinada exclusivamente ao pagamento de contribuições previdenciárias (inclui FGTS) e o Imposto de Renda (IR) retido na fonte, cuja arrecadação nacional somou R$ 236,9 bilhões em 2006.
Já os impostos cobrados dos proprietários, cuja arrecadação somou R$ 141,1 bilhões no mesmo ano, foram os seguintes: o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (R$ 52 bilhões), a Contribuição sobre Lucro Líquido da Pessoa Jurídica (R$ 26,7 bilhões), o Imposto de Renda retido na fonte, inclusive o incidente sobre os rendimentos do trabalho (R$ 32,6 bilhões), o Imposto Predial Territorial Urbano (R$ 13,3 bilhões), o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotivos (R$ 12,3 bilhões), o Imposto sobre Transmissões Intervivos e Causa-Mortis (R$ 3,85 bilhões) e o Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural (R$ 0,3 bilhão).
Destino dos impostos

Segundo estimativa do Ipea, cerca de 16 dias do cidadão brasileiro foram destinados a impostos que pagaram aposentadorias e pensões a idosos da área urbana em 2008, e pouco mais de cinco dias para financiar os mesmos benefícios aos idosos da área rural.
Para financiar os chamados benefícios temporários do RGPS, que
protegem trabalhadores em idade ativa, mas que precisam se ausentar do mercado de trabalho —por maternidade ou doença, por exemplo— foi necessária, no ano passado, a contribuição equivalente a 2,2 dias de cada cidadão brasileiro, segundo o Ipea. Outros 7,7 dias são necessários para pagar as aposentadorias e pensões dos servidores públicos federais, bem como alguns benefícios específicos como assistência médica, auxílios refeição, transporte e creche, dentre outros.
A pergunta é: quem paga e como se gasta no Brasil? Estudo mostra, em resumo, que os mais pobres têm de trabalhar quase duas vezes mais que os ricos pela arrecadação tributária atual. O Comunicado 22 mostra ainda, por áreas, os principais programas e ações, as despesas (em bilhões correntes em 2008), os beneficiários/resultados em 2008, quanto representam do PIB e os dias de contribuição necessários para cada um dos programas e ações do governo federal.
Finalizando. Mas para o presidente Lula da Silva "dar dinheiro aos pobres é mais eficaz que reduzir impostos".
Leia lá embaixo na íntegra o Comunicado 22 do IPEA.
Domingo, 28 de Junho de 2009
_ Cala a boca, jornalista!
_Criminosos de identidades ainda desconhecidas abriram fogo contra a casa de Santiago Benítez em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil e a 550 km ao nordeste de Assunção. A residência do jornalista foi atingida por nove tiros às 5h15 da manhã, horário local. De acordo com Benítez, a maioria dos tiros atingiu um cômodo que costumava ser o seu quarto, informa o Sindicato dos Jornalistas Paraguaios, via IFEX. Benítez apresenta um programa na Rádio Murucuyá onde regularmente fala sobre os crescentes problemas de segurança da região. O ataque é bastante semelhante ao estilo daqueles realizados por assassinos de aluguel que trabalham para ou com traficantes de armas, diz o sindicato. De acordo com nota do sindicato publicada pela ABC Color, a cidade de Pedro Juan Caballero foi o cenário do assassinato do jornalista Santiago Leguizamón em 1991 por homens do crime organizado da fronteira — o homicídio nunca foi solucionado pela Justiça. O sindicato pediu que as autoridades investiguem o caso e considerou o episódio um ataque à liberdade de expressão e uma tentativa de silenciar jornalistas.
Sábado, 27 de Junho de 2009
_Inocente útil
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"É no mínimo estranha a suposta estratégia da 'cúpula do PMDB' de Mato Grosso do Sul, revelada por um site de notícias de Campo Grande. A idéia, segundo o site, seria atrair o PDT oferecendo ao partido a vaga de vice-governador para o deputado Dagoberto Nogueira. Se a estratégia for verdadeira, fica em mim uma dúvida. Afinal de contas, o Dagoberto está jogando contra ou a favor do PT?" Senador Delcidio Amaral (PM-MS) revelando seus temores com relação ao deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS), supostamente aliado do PT.
"É no mínimo estranha a suposta estratégia da 'cúpula do PMDB' de Mato Grosso do Sul, revelada por um site de notícias de Campo Grande. A idéia, segundo o site, seria atrair o PDT oferecendo ao partido a vaga de vice-governador para o deputado Dagoberto Nogueira. Se a estratégia for verdadeira, fica em mim uma dúvida. Afinal de contas, o Dagoberto está jogando contra ou a favor do PT?" Senador Delcidio Amaral (PM-MS) revelando seus temores com relação ao deputado Dagoberto Nogueira (PDT-MS), supostamente aliado do PT.
_Mil maravilhas
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"Com a ministra Dilma cada vez mais forte, a popularidade do presidente Lula sempre em alta e o PT de MS unido, faremos uma grande disputa". Senador Delcídio Amaral (PT-MS), em seu Twitter, convencido de que tudo caminha às mil maravilhas no seu partido.
"Com a ministra Dilma cada vez mais forte, a popularidade do presidente Lula sempre em alta e o PT de MS unido, faremos uma grande disputa". Senador Delcídio Amaral (PT-MS), em seu Twitter, convencido de que tudo caminha às mil maravilhas no seu partido.
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
_Cadê o boi?
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A Câmara Federal aprovou nesta quarta-feira (24/jun.) o Projeto de Lei 3514/08, que disciplina a rastreabilidade —durante toda a cadeia produtiva— das carnes bovina e bubalina (ou bufalina). A matéria agora vai ao Senado Federal. Segundo a proposta aprovada, a rastreabilidade tem por objetivo “o aperfeiçoamento dos controles e garantias no campo da saúde animal, saúde pública e inocuidade dos alimentos”.
"A rastreabilidade de que trata esta lei é a capacidade de garantir o registro e acompanhamento das informações referentes às fases que compõem a cadeia produtiva das carnes de bovinos e de búfalos , permitindo seguir um animal ou grupo de animais durante todos os estágios de sua vida, bem como seguir um produto por todas as fases de produção, transporte, processamento e distribuição", afirma o Artigo 2° da proposta.
O texto mantém os mecanismos atuais de identificação do gado (marcação a quente e tatuagens) e a certificação sanitária por meio de guias de transporte e de venda, enquanto as guias exigidas para transporte e venda de animais certificarão o atendimento de normas sanitárias. Após a regulamentação das normas aprovadas pelo Plenário, produtores terão dois anos para se adaptarem às exigências.
As guias deverão ser guardadas por cinco anos, e o Poder Executivo será responsável pela organização de uma base de dados eletrônica para o setor. O projeto prevê que sistemas de rastreabilidade adicionais poderão ser instituídos, mas deverão ser de adesão voluntária.
O relator da proposta pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), argumentou que os instrumentos já existentes podem ser usados de forma a dar mais segurança ao produto brasileiro. "Além disso, essa proposta atende a todos os produtores, do que tem um animal ao que tem milhares de animais", disse.
O projeto estabelece que a rastreabilidade será implantada com base em formas permanentes de marcação dos animais, inclusive por microchip, desde que identifiquem o proprietário. Os documentos necessários incluem a Guia de Trânsito Animal (GTA); nota fiscal; atestado de vacinação; e registros do serviço de inspeção de produtos de origem animal, emitidos pelo governo federal, pelos estados ou pelos municípios, conforme exigir a legislação local.
A Comissão de Agricultura chegou a sustar a instrução normativa sobre o Serviço de rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (IN 17/06, do Ministério da Agricultura). Segundo o relator pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), esse sistema gerava problemas para os pequenos produtores, que teriam dificuldades para adotá-lo.
Em resposta às crescentes pressões internacionais, o governo brasileiro criou, em 2001, o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), que veio a ser reformulado e renomeado, em 2006. Moreira Mendes lembrou que, mesmo após a mudança, o sistema também foi criticado pela União Européia, que restringiu as importações de carne do Brasil. "Com esse projeto, estamos mostrando ao mundo que estamos cumprindo o nosso dever", afirmou. O próprio Ministério da Agricultura reconheceu que as normas eram insuficientes, e técnicos do órgão auxiliaram os deputados na elaboração do novo sistema.
A Câmara Federal aprovou nesta quarta-feira (24/jun.) o Projeto de Lei 3514/08, que disciplina a rastreabilidade —durante toda a cadeia produtiva— das carnes bovina e bubalina (ou bufalina). A matéria agora vai ao Senado Federal. Segundo a proposta aprovada, a rastreabilidade tem por objetivo “o aperfeiçoamento dos controles e garantias no campo da saúde animal, saúde pública e inocuidade dos alimentos”.
"A rastreabilidade de que trata esta lei é a capacidade de garantir o registro e acompanhamento das informações referentes às fases que compõem a cadeia produtiva das carnes de bovinos e de búfalos , permitindo seguir um animal ou grupo de animais durante todos os estágios de sua vida, bem como seguir um produto por todas as fases de produção, transporte, processamento e distribuição", afirma o Artigo 2° da proposta.
O texto mantém os mecanismos atuais de identificação do gado (marcação a quente e tatuagens) e a certificação sanitária por meio de guias de transporte e de venda, enquanto as guias exigidas para transporte e venda de animais certificarão o atendimento de normas sanitárias. Após a regulamentação das normas aprovadas pelo Plenário, produtores terão dois anos para se adaptarem às exigências.
As guias deverão ser guardadas por cinco anos, e o Poder Executivo será responsável pela organização de uma base de dados eletrônica para o setor. O projeto prevê que sistemas de rastreabilidade adicionais poderão ser instituídos, mas deverão ser de adesão voluntária.
O relator da proposta pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, deputado Abelardo Lupion (DEM-PR), argumentou que os instrumentos já existentes podem ser usados de forma a dar mais segurança ao produto brasileiro. "Além disso, essa proposta atende a todos os produtores, do que tem um animal ao que tem milhares de animais", disse.
O projeto estabelece que a rastreabilidade será implantada com base em formas permanentes de marcação dos animais, inclusive por microchip, desde que identifiquem o proprietário. Os documentos necessários incluem a Guia de Trânsito Animal (GTA); nota fiscal; atestado de vacinação; e registros do serviço de inspeção de produtos de origem animal, emitidos pelo governo federal, pelos estados ou pelos municípios, conforme exigir a legislação local.
A Comissão de Agricultura chegou a sustar a instrução normativa sobre o Serviço de rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e Bubalinos (IN 17/06, do Ministério da Agricultura). Segundo o relator pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, deputado Moreira Mendes (PPS-RO), esse sistema gerava problemas para os pequenos produtores, que teriam dificuldades para adotá-lo.
Em resposta às crescentes pressões internacionais, o governo brasileiro criou, em 2001, o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), que veio a ser reformulado e renomeado, em 2006. Moreira Mendes lembrou que, mesmo após a mudança, o sistema também foi criticado pela União Européia, que restringiu as importações de carne do Brasil. "Com esse projeto, estamos mostrando ao mundo que estamos cumprindo o nosso dever", afirmou. O próprio Ministério da Agricultura reconheceu que as normas eram insuficientes, e técnicos do órgão auxiliaram os deputados na elaboração do novo sistema.
_Sem direito
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Deu n'O Globo: o agente público que, no exercício de suas funções, for alvo de críticas veiculadas na midia não deve ter o direito a pleitear indenização em processos judiciais, defendeu nesta quarta-feira o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), durante o seminário que discutiu o direito de resposta após a revogação da Lei de Imprensa, na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj).
"O artigo 37 não está na Constituição à toa, as autoridades precisam saber disso. Quem escolhe a vida pública não pode se defender invocando o direito à privacidade. O agente público que, por força de seus privilégios legais, não pode ser processado por injúria, calúnia e difamação também não pode processar a imprensa por isso" – argumentou Teixeira.
O deputado fluminense —advogado e jornalista—, que propõe debate sobre o tema no Judiciário, explica que a ameaça de indenizações, nesses casos, funciona como impeditivo do trabalho da imprensa de fiscalizar o funcionário público, o político e o policial. "O artigo 37 da Constituição define os princípios que regem a administração pública, como a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência dos atos praticados por todos os agentes públicos. Isso tem que ser fiscalizado" – declarou.
Deu n'O Globo: o agente público que, no exercício de suas funções, for alvo de críticas veiculadas na midia não deve ter o direito a pleitear indenização em processos judiciais, defendeu nesta quarta-feira o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), durante o seminário que discutiu o direito de resposta após a revogação da Lei de Imprensa, na Escola da Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (Emerj).
"O artigo 37 não está na Constituição à toa, as autoridades precisam saber disso. Quem escolhe a vida pública não pode se defender invocando o direito à privacidade. O agente público que, por força de seus privilégios legais, não pode ser processado por injúria, calúnia e difamação também não pode processar a imprensa por isso" – argumentou Teixeira.
O deputado fluminense —advogado e jornalista—, que propõe debate sobre o tema no Judiciário, explica que a ameaça de indenizações, nesses casos, funciona como impeditivo do trabalho da imprensa de fiscalizar o funcionário público, o político e o policial. "O artigo 37 da Constituição define os princípios que regem a administração pública, como a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência dos atos praticados por todos os agentes públicos. Isso tem que ser fiscalizado" – declarou.
Quarta-feira, 24 de Junho de 2009
_Estróinas
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O site de notícias Campo Grande News divulgou nesta quarta-feira (14/jun./09) as despesas custeadas pela verba indenizatória dos senadores da bancada de Mato Grosso do Sul. Anote aí:
O senador Valter Pereira (PMDB) gastou R$14.111,20 da verba indenizatória, sendo R$ 12.434,97 com alimentação, hospedagem, combustíveis e lubrificantes no mês passado. Foram R$2,9 mil com postos de combustíveis, sendo R$2.610 em apenas um a nota fiscal. Somente Humberto Alves Gomes emitiu nota no valor de R$6,5 mil. Outros R$866 foram consumidos em restaurantes.
Já a senadora Marisa Serrano (PSDB) despendeu R$ 14.786,53 em maio deste ano, sendo R$ 3,5 mil em consultoria. Outros R$2.081 foram pagos a postos de combustíveis, R$ 1.133,92 com hotéis e R$ 445,80 com padarias.
E o senador Delcídio do Amaral (PT) comprovou despesas de R$14.983,16 com a verba indenizatória, sendo a maior parte, R$10.812,09, com aluguel de imóveis. A conta de telefone ficou em R$3.504,63. Foram R$1,9 mil com aluguel de veículos e R$1.869,97 com postos de serviços.
Parece coisa de estróinas, né não? As informações estão disponíveis no site www.senado.gov.br.
O site de notícias Campo Grande News divulgou nesta quarta-feira (14/jun./09) as despesas custeadas pela verba indenizatória dos senadores da bancada de Mato Grosso do Sul. Anote aí:
O senador Valter Pereira (PMDB) gastou R$14.111,20 da verba indenizatória, sendo R$ 12.434,97 com alimentação, hospedagem, combustíveis e lubrificantes no mês passado. Foram R$2,9 mil com postos de combustíveis, sendo R$2.610 em apenas um a nota fiscal. Somente Humberto Alves Gomes emitiu nota no valor de R$6,5 mil. Outros R$866 foram consumidos em restaurantes.

Já a senadora Marisa Serrano (PSDB) despendeu R$ 14.786,53 em maio deste ano, sendo R$ 3,5 mil em consultoria. Outros R$2.081 foram pagos a postos de combustíveis, R$ 1.133,92 com hotéis e R$ 445,80 com padarias.
E o senador Delcídio do Amaral (PT) comprovou despesas de R$14.983,16 com a verba indenizatória, sendo a maior parte, R$10.812,09, com aluguel de imóveis. A conta de telefone ficou em R$3.504,63. Foram R$1,9 mil com aluguel de veículos e R$1.869,97 com postos de serviços.
Parece coisa de estróinas, né não? As informações estão disponíveis no site www.senado.gov.br.
_E a liberdade?
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Começou nesta terça-feira (23/6), em Roma, aquele que já é considerado o mais polêmico julgamento do ano na Itália: quatro executivos da Google são acusados de difamação e violação de privacidade ao terem permitido que o YouTube, comprado pela empresa em 2006, deixasse no ar um vídeo mostra uma jovem autista espancada e insultada por colegas de escola, em Turim. Segundo o site Findlaw, os empregados da Google alegam erro de má-administração do que é postado no YouTube.
A reação da empresa é de que a denúncia contra os quatro viola as leis dos EUA, já que "tenta-se culpar os donos do site por um conteúdo postado por usuários". Ainda segundo a Google, o julgamento "é uma clara ameaça à liberdade na Internet, vez que pode forçar os provedores a uma tarefa impossível, a de ter de ver e arbitrar milhares de horas de vídeo colocadas diariamente na web, sobretudo em sites como o Google e o YouTube".
A promotoria afirma que não se trata de censurar a Internet, mas de fazer com que grandes corporações, na Itália, tomem a iniciativa de bloquear conteúdos inapropriados ou simplesmente os apaguem rapidamente. "É o primeiro caso desse tipo não só na Itália, como em toda a Europa", argumenta o advogado Alessandro del Ninno, especialista em assuntos de Internet.
Os quatro executivos da Google, David Drummond, George Reyes, Arvind Desikan e Peter Fleischer são julgados in absentia. O vídeo já estava no YouTube quando a Google comprou a empresa, em 2006. A prova do crime foi levada às cortes pelo grupo de advogados chamado Vivi Down, que cuida, pro bono, de vítimas da síndrome de Down. No vídeo, realizado em 2006, a estudante é espancada e insultada pelos colegas, em plena sala de aula —prática conhecida como bullying (intimidação em inglês). Enquanto a menina é espancada, um dos agressores encena que está ligando para o grupo Vivi Down (Associazione Italiana per la Ricerca Scientifica e per la Tutela della Persona Down, ong italiana que proporciona assistência a downistas), em busca de socorro.
Já imaginou se o pessoal do YouTube —e outros domínios na Internet— tiver de responder por toda a sacanagem que se posta no site? Esta certamente é uma maneira de tentar tolher a liberdade de expressão.
Começou nesta terça-feira (23/6), em Roma, aquele que já é considerado o mais polêmico julgamento do ano na Itália: quatro executivos da Google são acusados de difamação e violação de privacidade ao terem permitido que o YouTube, comprado pela empresa em 2006, deixasse no ar um vídeo mostra uma jovem autista espancada e insultada por colegas de escola, em Turim. Segundo o site Findlaw, os empregados da Google alegam erro de má-administração do que é postado no YouTube.
A reação da empresa é de que a denúncia contra os quatro viola as leis dos EUA, já que "tenta-se culpar os donos do site por um conteúdo postado por usuários". Ainda segundo a Google, o julgamento "é uma clara ameaça à liberdade na Internet, vez que pode forçar os provedores a uma tarefa impossível, a de ter de ver e arbitrar milhares de horas de vídeo colocadas diariamente na web, sobretudo em sites como o Google e o YouTube".
A promotoria afirma que não se trata de censurar a Internet, mas de fazer com que grandes corporações, na Itália, tomem a iniciativa de bloquear conteúdos inapropriados ou simplesmente os apaguem rapidamente. "É o primeiro caso desse tipo não só na Itália, como em toda a Europa", argumenta o advogado Alessandro del Ninno, especialista em assuntos de Internet.
Os quatro executivos da Google, David Drummond, George Reyes, Arvind Desikan e Peter Fleischer são julgados in absentia. O vídeo já estava no YouTube quando a Google comprou a empresa, em 2006. A prova do crime foi levada às cortes pelo grupo de advogados chamado Vivi Down, que cuida, pro bono, de vítimas da síndrome de Down. No vídeo, realizado em 2006, a estudante é espancada e insultada pelos colegas, em plena sala de aula —prática conhecida como bullying (intimidação em inglês). Enquanto a menina é espancada, um dos agressores encena que está ligando para o grupo Vivi Down (Associazione Italiana per la Ricerca Scientifica e per la Tutela della Persona Down, ong italiana que proporciona assistência a downistas), em busca de socorro.
Já imaginou se o pessoal do YouTube —e outros domínios na Internet— tiver de responder por toda a sacanagem que se posta no site? Esta certamente é uma maneira de tentar tolher a liberdade de expressão.
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Ressurreição satânica
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"Seria uma ressurreição satânica retirarmos Lula (da Silva) e (Leonel) Brizola —esse casamento do analfabetismo econômico com o obsoletismo ideológico— do lixo da história para o palco do poder." Roberto Campos (1917 – 2001) num brilhante momento profético.
"Seria uma ressurreição satânica retirarmos Lula (da Silva) e (Leonel) Brizola —esse casamento do analfabetismo econômico com o obsoletismo ideológico— do lixo da história para o palco do poder." Roberto Campos (1917 – 2001) num brilhante momento profético.
_Acender as velas
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Esplanada dos Ministérios amanhecerá iluminada por velas na madrugada desta quarta. Aposentados estão acampados em Brasília para pressionar o Congresso Nacional a aprovar o projeto que aplica às aposentadorias e às pensões o mesmo índice de reajuste do salário mínimo.

Duas tendas vão abrigar os manifestantes, que estão fincando no gramado da Esplanada dos Ministérios estacas de madeira com as fotos dos 513 deputados. Ao lado de cada uma, será acesa uma vela na madrugada desta quarta-feira (24/6)
Foto Marcello Casal JR/ABr
Esplanada dos Ministérios amanhecerá iluminada por velas na madrugada desta quarta. Aposentados estão acampados em Brasília para pressionar o Congresso Nacional a aprovar o projeto que aplica às aposentadorias e às pensões o mesmo índice de reajuste do salário mínimo.

Duas tendas vão abrigar os manifestantes, que estão fincando no gramado da Esplanada dos Ministérios estacas de madeira com as fotos dos 513 deputados. Ao lado de cada uma, será acesa uma vela na madrugada desta quarta-feira (24/6)
Foto Marcello Casal JR/ABr
_Chumbo grosso
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"Em tempos de chumbo grosso no Senado há uma avalanche de pré-candidatos em MS. Sinal de que o Senado não deve ser tão ruim como dizem." Senador Delcídio Amaral (PT-MS) observando que os políticos sul-mato-grossenses estão se lixando para as críticas que são feitas ao descalabro no Senado da República.
"Em tempos de chumbo grosso no Senado há uma avalanche de pré-candidatos em MS. Sinal de que o Senado não deve ser tão ruim como dizem." Senador Delcídio Amaral (PT-MS) observando que os políticos sul-mato-grossenses estão se lixando para as críticas que são feitas ao descalabro no Senado da República.
_Rules and regulations
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Um dos principais argumentos dos jornalistas que defendem a exigência do diploma para o exercício da atividade chama-se ética. Todos, indistintamente, afirmam que quem tem diploma tem ética, ou seja, a universidade ensina a ética.
Mas não é bem assim. o célebre jornalista Cláudio Abramo escreveu há alguns anos que "o jornalista não tem ética própria. Isto é um mito. A ética do jornalista é a ética do cidadão. O que é ruim para o cidadão é ruim para o jornalista. O cidadão não pode trair a palavra dada, não pode abusar da confiança do outro, não pode mentir, não pode enganar..." Concordo até que as atividades humanas precisem de rules and regulations para balizar o comportamento de seus artífices. Mas todos hão de convir também que, quando uma atividade precisa de um código de ética é porque está faltando ética no pedaço.
Um dos principais argumentos dos jornalistas que defendem a exigência do diploma para o exercício da atividade chama-se ética. Todos, indistintamente, afirmam que quem tem diploma tem ética, ou seja, a universidade ensina a ética.
Mas não é bem assim. o célebre jornalista Cláudio Abramo escreveu há alguns anos que "o jornalista não tem ética própria. Isto é um mito. A ética do jornalista é a ética do cidadão. O que é ruim para o cidadão é ruim para o jornalista. O cidadão não pode trair a palavra dada, não pode abusar da confiança do outro, não pode mentir, não pode enganar..." Concordo até que as atividades humanas precisem de rules and regulations para balizar o comportamento de seus artífices. Mas todos hão de convir também que, quando uma atividade precisa de um código de ética é porque está faltando ética no pedaço.
_Sem planejamento
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Ministro do Planejamento de Lula da Silva, Paulo Bernardo teve a carteira de motorista suspensa. Bernardo, que foi secretário de Fazenda de MS no primeiro mandato de Zeca do PT por quase dois anos, segundo o site Campo Grande News foi premiado com 96 pontos na carteira —foram 21 multas em sete anos (de 2002 e 2009). Maioria das infrações é por excesso de velocidade. Falta planejamento às aventuras automobilísticas do ministro.
Ministro do Planejamento de Lula da Silva, Paulo Bernardo teve a carteira de motorista suspensa. Bernardo, que foi secretário de Fazenda de MS no primeiro mandato de Zeca do PT por quase dois anos, segundo o site Campo Grande News foi premiado com 96 pontos na carteira —foram 21 multas em sete anos (de 2002 e 2009). Maioria das infrações é por excesso de velocidade. Falta planejamento às aventuras automobilísticas do ministro.
_Cara de paisagem
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Presidente do Senado, o senador José Sarney disse na segunda-feira, 22/6, que não foi eleito para fazer faxina na Casa e sim para presidi-la e cuidar da política. Mas como está acontecendo toda essa lambança, terá de remover o lixo de qualquer maneira.
A Mesa Diretora do Senado vai se reunir nesta terça-feira no final da tarde para decidir medidas concretas para que o Senado possa superar a crise que se desenrola há mais de quatro meses. Nos últimos meses quase todos os dias pinta uma denúncia nova contra Sarney ou parentes e agregados. Isso incomoda muitos senadores que gostariam de ver o Senado livrar-se da crise. Sarney, porém, faz cara de paisagem e evita as medidas drásticas —como é do seu estilo—, que o momento está a exigir.
Presidente do Senado, o senador José Sarney disse na segunda-feira, 22/6, que não foi eleito para fazer faxina na Casa e sim para presidi-la e cuidar da política. Mas como está acontecendo toda essa lambança, terá de remover o lixo de qualquer maneira.

A Mesa Diretora do Senado vai se reunir nesta terça-feira no final da tarde para decidir medidas concretas para que o Senado possa superar a crise que se desenrola há mais de quatro meses. Nos últimos meses quase todos os dias pinta uma denúncia nova contra Sarney ou parentes e agregados. Isso incomoda muitos senadores que gostariam de ver o Senado livrar-se da crise. Sarney, porém, faz cara de paisagem e evita as medidas drásticas —como é do seu estilo—, que o momento está a exigir.
Segunda-feira, 22 de Junho de 2009
_Achados e perdidos
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"Após perder diploma, jornalista também pode ficar sem registro". Não deu pra entender título da nota publicada pelo Midiamax na sexta-feira, 19/6. Qual terá sido o jornalista que perdeu o diploma? Ou o portal de notícias esta generalizando —e afirmando que todos os jornalistas perderam o diploma depois que o STF acabou com a obrigatoriedade de diploma para o trabalho de jornalista?
"Após perder diploma, jornalista também pode ficar sem registro". Não deu pra entender título da nota publicada pelo Midiamax na sexta-feira, 19/6. Qual terá sido o jornalista que perdeu o diploma? Ou o portal de notícias esta generalizando —e afirmando que todos os jornalistas perderam o diploma depois que o STF acabou com a obrigatoriedade de diploma para o trabalho de jornalista?
_Perereco
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O margrave André Puccinelli alfineta o PT e prevê a não reeleição do senador Delcídio do Amaral nas próximas eleições, caso os petistas não desistam de lançar candidato próprio em 2010. "Se nos coligarmos (com PPS, PSDB e DEM), que se cuide o lado de lá (o PT), porque vamos fazer o governador e os dois senadores". No ano que vem, dois senadores concluem o mandato: o próprio Amaral e Walter Pereira (PMDB). Há uma lista enorme de pré candidatos: o vice-governador Murilo Zauith (DEM), o deputado federal Valdemir Moka (PMDB). Nelsinho Trad e Simone Tebet, prefeita de Três Lagoas, ambos do PMDB, também querem. Pereira pleiteia a reeleição, e o deputado federal Geraldo Resende também quer disputar o Senado no ano que vem. Além disto, Amaral também busca viabilizar a sua reeleição pelo PT. Já imaginou o perereco que vai ser na hora de decidir quem serão os candidatos?
O margrave André Puccinelli alfineta o PT e prevê a não reeleição do senador Delcídio do Amaral nas próximas eleições, caso os petistas não desistam de lançar candidato próprio em 2010. "Se nos coligarmos (com PPS, PSDB e DEM), que se cuide o lado de lá (o PT), porque vamos fazer o governador e os dois senadores". No ano que vem, dois senadores concluem o mandato: o próprio Amaral e Walter Pereira (PMDB). Há uma lista enorme de pré candidatos: o vice-governador Murilo Zauith (DEM), o deputado federal Valdemir Moka (PMDB). Nelsinho Trad e Simone Tebet, prefeita de Três Lagoas, ambos do PMDB, também querem. Pereira pleiteia a reeleição, e o deputado federal Geraldo Resende também quer disputar o Senado no ano que vem. Além disto, Amaral também busca viabilizar a sua reeleição pelo PT. Já imaginou o perereco que vai ser na hora de decidir quem serão os candidatos?
Sábado, 20 de Junho de 2009
_Lula na blogosfera
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Já em plena campanha para as eleições presidenciais de 2010, para a qual quer emplacar sua ministra da Casa Civil Dilma Rousseff , o presidente Lula da Silva vai entrar de cabeça no ciberespaço para intensificar a interação com o eleitorado. O presidente aproveitará o 10º Fórum Internacional Software Livre (Porto Alegre, de 24 e 27 de junho), para fazer o pré-lançamento de três ferramentas na rede: um blog, um grupo no Twitter e um canal no YouTube.
A largada do presidente nos caminhos da blogosfera está prevista para julho próximo. O engajamento cibernético do Nosso Guia reflete a busca da modernização e do estreitamento das relações entre o presidente e a imprensa, com a qual vive às turras. E, não por acaso, ganhou força depois da eleição de Barack Obama no ano passado. O ex-senador democrata teve na Internet um instrumento essencial para buscar votos —principalmente na população mais jovem, mais ligada nas novidades cibernéticas. O que falta em seriedade (vide sua defesa do presidente do Senado, José Sarney) ao presidente sobra em esperteza.
Já em plena campanha para as eleições presidenciais de 2010, para a qual quer emplacar sua ministra da Casa Civil Dilma Rousseff , o presidente Lula da Silva vai entrar de cabeça no ciberespaço para intensificar a interação com o eleitorado. O presidente aproveitará o 10º Fórum Internacional Software Livre (Porto Alegre, de 24 e 27 de junho), para fazer o pré-lançamento de três ferramentas na rede: um blog, um grupo no Twitter e um canal no YouTube.
A largada do presidente nos caminhos da blogosfera está prevista para julho próximo. O engajamento cibernético do Nosso Guia reflete a busca da modernização e do estreitamento das relações entre o presidente e a imprensa, com a qual vive às turras. E, não por acaso, ganhou força depois da eleição de Barack Obama no ano passado. O ex-senador democrata teve na Internet um instrumento essencial para buscar votos —principalmente na população mais jovem, mais ligada nas novidades cibernéticas. O que falta em seriedade (vide sua defesa do presidente do Senado, José Sarney) ao presidente sobra em esperteza.
_Proh pudor!
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Faz tempo que escrevi sobre esse assunto em outro veículo. Notícias das agências internacionais davam conta que um ex-diretor da agência que supervisiona questões sanitárias na China, Zheng Xiaoyu, foi executado na manhã de uma terça-feira ensolarada, segundo informações da agência de notícias estatal Xinhua. Zheng, um distinto e provecto cavalheiro de 62 anos que comandava a Administração Estatal de Alimentos e Medicamentos (AEAM) daquele país, havia sido condenado à morte por corrupção —ele abocanhou 6,5 milhões de yuans, algo em torno de 1,6 milhão de reais em propinas em troca da aprovação de licenças a novos medicamentos.
Zheng chegou a apelar da sentença, alegando que era "muito severa"; afinal, argumentava ele, havia confessado seus bárbaros crimes e cooperado com a polícia chinesa. Porém o recurso foi rejeitado pela Justiça chinesa. O alto funcionário do governo chinês foi exonerado em 2005 depois de sete anos no cargo. Logo após sua demissão, o governo chinês anunciou uma revisão das licenças de cerca de 170 mil medicamentos concedidas durante sua gestão. Grande parte desses remédios fazia mais mal do que bem e provocou estragos a nível planetário.
Saber que um alto funcionário público de um país tão longínquo foi condenado à morte e executado dá o que pensar, não dá não? Veja você, leitor, que por estas plagas a corrupção come solta. Acredita-se que o sistema político brasileiro leva a práticas corruptas —corrupção: quantas leis se fazem em seu nome!
A política é uma atividade nobre —acredito piamente nisso—, o que atrapalha são os atores políticos. Entretanto, para combater esses os ilícitos dos governantes no Brasil, tem que haver uma reforma política. Por exemplo, os bancos e as empresas, principalmente as que fornecem ao Governo, elegem seus representantes parlamentares, que têm grande influência no Congresso. Um dos pressupostos para acabar com a corrupção é mudar o sistema.
A captura do Estado para interesses privados prejudica o crescimento do Brasil que, como se sabe, é completamente desigual. Parte da elite, principalmente a elite econômica, é beneficiada —mas os pobres não. Os casos de corrupção na administração pública só estão sendo em parte desvendados —mas falta muito ainda—, até porque tecnologia da informação hoje é bem mais desenvolvida que antigamente. Mesmo assim, ainda estamos patinando na questão institucional.
É tanta a corrupção, que hoje o brasileiro está tão acostumado a ver a bandidagem que acredita que a prática ilegal faz parte do cotidiano. Há no Brasil um problema para diferenciar o que é público e o que é privado. Muitas das chamadas autoridades parecem enxergar que os cargos assumidos em órgãos públicos lhes dão o direito de ser donos. A corrupção é hoje um problema cultural. E o Poder Judiciário do país tem parte de culpa nisso tudo: como a sociedade não vê justiça, os cidadãos demonstram considerar normais essas situações. Surge o seguinte raciocínio: as coisas são assim e vão continuar dessa forma. O crime só vai acabar, ou pelo menos diminuir, quando a formação do cidadão mudar desde o berço.
Depois que li a notícia sobre a execução do senhor Zheng Xiaoyu fiquei aqui lucubrando: mesmo sendo contrário à pena de morte, o que aconteceria se os corruptos tupiniquins, perdessem a vida, com a efetiva participação e colaboração da Justiça, é claro!, sempre que fossem flagrados afanando nosso suado dinheirinho? Será que haveria cemitério suficiente pra tanto gatuno? Certamente não conseguiríamos acabar com tanta bandalheira, mas com certeza ia diminuir muito, lá isso ia!
Fico também me perguntando por que o Governo não acaba com a corrupção? Não sei se há uma resposta simples pra isso, mas a gente sente que enquanto há corrupção as pessoas só perguntam "por que o Governo não acaba com a corrupção"? Se acabar a corrupção, o pessoal vai querer que o Governo melhore a educação, ajeite o sistema de saúde pública, de um fim na violência, elimine a canalhice e, sobretudo, extirpe a própria, dele, Governo, incompetência. E aí como é que fica? E que o senhor Zheng Xiaoyu descanse em paz.
Faz tempo que escrevi sobre esse assunto em outro veículo. Notícias das agências internacionais davam conta que um ex-diretor da agência que supervisiona questões sanitárias na China, Zheng Xiaoyu, foi executado na manhã de uma terça-feira ensolarada, segundo informações da agência de notícias estatal Xinhua. Zheng, um distinto e provecto cavalheiro de 62 anos que comandava a Administração Estatal de Alimentos e Medicamentos (AEAM) daquele país, havia sido condenado à morte por corrupção —ele abocanhou 6,5 milhões de yuans, algo em torno de 1,6 milhão de reais em propinas em troca da aprovação de licenças a novos medicamentos.
Zheng chegou a apelar da sentença, alegando que era "muito severa"; afinal, argumentava ele, havia confessado seus bárbaros crimes e cooperado com a polícia chinesa. Porém o recurso foi rejeitado pela Justiça chinesa. O alto funcionário do governo chinês foi exonerado em 2005 depois de sete anos no cargo. Logo após sua demissão, o governo chinês anunciou uma revisão das licenças de cerca de 170 mil medicamentos concedidas durante sua gestão. Grande parte desses remédios fazia mais mal do que bem e provocou estragos a nível planetário.
Saber que um alto funcionário público de um país tão longínquo foi condenado à morte e executado dá o que pensar, não dá não? Veja você, leitor, que por estas plagas a corrupção come solta. Acredita-se que o sistema político brasileiro leva a práticas corruptas —corrupção: quantas leis se fazem em seu nome!
A política é uma atividade nobre —acredito piamente nisso—, o que atrapalha são os atores políticos. Entretanto, para combater esses os ilícitos dos governantes no Brasil, tem que haver uma reforma política. Por exemplo, os bancos e as empresas, principalmente as que fornecem ao Governo, elegem seus representantes parlamentares, que têm grande influência no Congresso. Um dos pressupostos para acabar com a corrupção é mudar o sistema.
A captura do Estado para interesses privados prejudica o crescimento do Brasil que, como se sabe, é completamente desigual. Parte da elite, principalmente a elite econômica, é beneficiada —mas os pobres não. Os casos de corrupção na administração pública só estão sendo em parte desvendados —mas falta muito ainda—, até porque tecnologia da informação hoje é bem mais desenvolvida que antigamente. Mesmo assim, ainda estamos patinando na questão institucional.
É tanta a corrupção, que hoje o brasileiro está tão acostumado a ver a bandidagem que acredita que a prática ilegal faz parte do cotidiano. Há no Brasil um problema para diferenciar o que é público e o que é privado. Muitas das chamadas autoridades parecem enxergar que os cargos assumidos em órgãos públicos lhes dão o direito de ser donos. A corrupção é hoje um problema cultural. E o Poder Judiciário do país tem parte de culpa nisso tudo: como a sociedade não vê justiça, os cidadãos demonstram considerar normais essas situações. Surge o seguinte raciocínio: as coisas são assim e vão continuar dessa forma. O crime só vai acabar, ou pelo menos diminuir, quando a formação do cidadão mudar desde o berço.Depois que li a notícia sobre a execução do senhor Zheng Xiaoyu fiquei aqui lucubrando: mesmo sendo contrário à pena de morte, o que aconteceria se os corruptos tupiniquins, perdessem a vida, com a efetiva participação e colaboração da Justiça, é claro!, sempre que fossem flagrados afanando nosso suado dinheirinho? Será que haveria cemitério suficiente pra tanto gatuno? Certamente não conseguiríamos acabar com tanta bandalheira, mas com certeza ia diminuir muito, lá isso ia!
Fico também me perguntando por que o Governo não acaba com a corrupção? Não sei se há uma resposta simples pra isso, mas a gente sente que enquanto há corrupção as pessoas só perguntam "por que o Governo não acaba com a corrupção"? Se acabar a corrupção, o pessoal vai querer que o Governo melhore a educação, ajeite o sistema de saúde pública, de um fim na violência, elimine a canalhice e, sobretudo, extirpe a própria, dele, Governo, incompetência. E aí como é que fica? E que o senhor Zheng Xiaoyu descanse em paz.
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